
O presente artigo propõe que a hesitação é a chave para a compreensão do gênero literário do Fantástico, proposto em Introdução à Literatura Fantástica (1970), de Tzvetan Todorov. A partir da contextualização do momento em que o teórico da literatura búlgara produziu esta obra e da análise das definições que sugere para o Fantástico e seus gêneros vizinhos, o Estranho e o Maravilhoso, propõe-se que a ação e/ou sentimento de hesitação é o âmago do Fantástico todoroviano, o qual só pode ser compreendido a partir desta chave. O artigo objetiva auxiliar alunos e pesquisadores do campo de estudos literários na compreensão das ideias de Todorov, apresentando simplificações e atualizações na forma de delimitar tal gênero literário.