
No Brasil, nascer no cárcere e permanecer temporariamente em ambiente prisional nos primeiros anos de vida, junto a sua mãe, é considerado um direito da criança e da mulher. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo investigar como ocorre os processos educativos dos bebês e das crianças privadas de liberdade e se esses processos consideram as especificidades infantis. Para subsidiar esta pesquisa foi realizada uma revisão crítica da literatura. Mediante a pesquisa realizada conclui-se que tanto o encarceramento da criança junto a sua mãe, quanto a separação trazem consequências para o desenvolvimento infantil e para a relação mãe/filho(a). Entende-se que a construção do vínculo mãe-bebê, por meio dos cuidados dispensados pela mãe e do processo de amamentação é um direito da mulher que vive em situação de cárcere.